A crise dos 40: sintomas masculinos!

13 de junho de 2016

Pessoal tudo bem?

Achei este artigo muito interessante que fala da crise aos 40 anos no sexo masculino e resolvi compartilhar com vocês. Convido vocês a lerem e tenho certeza que irá se identificar com algumas atitudes no nosso dia a dia. Fonte : Máxima.pt

“Os homens não escapam à crise da meia-idade! Com dúvidas, sentem-se presos pela própria existência e ameaçam largar tudo.”

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É a história de um rapaz a quem tudo parece correr bem: 40 anos e picos, um bom emprego, um casamento que se mantém, uma mulher sexy, filhos amorosos, muitos amigos, um belo apartamento e férias activas… Um retrato-robô no qual talvez tenha reconhecido o homem da sua vida (nos bons dias). E uma espécie invejável, não? Contudo, se ouvirmos as companheiras descrevê-los, estes quarentões, bastante mimados pela vida, estão agora naturalmente tristes.

Os sintomas desta dúvida metafísica são inúmeros, e muitas vezes cómicos. Assim, há os que fazem 95 quilómetros de bicicleta todos os domingos: “Pelo menos aí, tenho um desafio a estabelecer!”, confessa. Subentende-se “já nem a minha família nem o meu trabalho me inspiram o mesmo desejo”.

Há este outro que se pôs a participar em corridas e maratonas… Uma forma – também ligeiramente suspeita, não? – de esquecer pelo esforço físico. Aliás, os médicos apelidam de “tarzans de domingo” estes quarentões que vêem chegar à segunda-feira com uma distensão muscular… Nos jantares alguns comprazem-se a contar edificantes histórias, como a do amigo que “mandou tudo à vida para montar um restaurante. Trabalha imenso, mas está feliz, rejuvenesceu uns 15 anos!” E os outros convivas do sexo masculino aplaudem…

A variante biblioteca de livros policiais ou cafetaria-bio é, aliás, também muito apreciada como fantasia de reconversão. Também muito comum, a famosa regressão rock and roll: remodelação da banda de garagem de quando tinham 17 anos, concertos para a festa da Música… Tudo muito comovedor mas um pouco irritante quando temos de assegurar todas as compras de fim-de-semana porque o senhor está a ensaiar…

44 anos, a idade da confusão
Mas, afinal, o que é que eles têm? Ainda é cedo para o velho cliché da “tentação da carne”. Será que se trata de uma manifestação repentina de adolescência retardada? De uma midlife crisis antecipada? Sem dúvida, um pouco das duas.

Como observa a psiquiatra Françoise Millet-Bartoli, autora de La crise du milieu de la vie, une deuxième chance [A crise da meia-idade, uma segunda oportunidade] (ed. Odile Jacob), “tal como o adolescente se interroga, de forma fatalista, sobre o seu objectivo na vida, o adulto de meia-idade também ele se interroga frequentemente sobre o sentido da existência”. Um clássico dos quarentões em países desenvolvidos, e nada de novo relativamente aos egos? Um estudo recente de dois economistas americanos* junto de 500 mil pessoas traz-nos mais um contributo: hoje é por volta dos 44 anos que os homens se sentem pior na sua pele. Manifestamente, o nosso querido não é o único a sentir-se apanhado pela rotina (a rat race do roedor de laboratório na sua roda). Esta expressão americana foi criada para ele! Resumindo. Um campo de possibilidades que parece reduzir-se vertiginosamente (nunca virá a fazer a sua volta ao mundo, nunca escreverá o seu romance).

A sensação de estar condenado a trabalhar cada vez mais para assinar cheques para o dentista e pagar o empréstimo daquela encantadora ruína comprada no Sudoeste! E o que é que ganha em troca? Adolescentes refilões, uma mulher que não é fácil – tem as suas próprias preocupações –, serões frequentemente passados a navegar na Net, cada um no seu canto… Já para não falar na self-esteem, a meia-haste como tudo o resto. “Porque é que ele se vê sobrecarregado a pagar durante 15 anos o seu nível de vida que apenas lhe traz a pouca satisfação de se parecer com os colegas de trabalho?”, escreve o ensaísta Marin de Viry na sua recente obra Le Matin des Abrutis» (ed. JC Lattès), que corta na casaca de toda uma geração.
Tédio, alienação, vacuidade… e já chega, não é preciso acrescentar mais nada.

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“Tenho medo que o comboio descarrile”
À frustração existencial acresce uma verdadeira angústia de época. A crise e seus derivados que desiludem vieram trazer uma perturbação suplementar. “Há seis meses eu achava que a minha vida corria sobre carris demasiado direitos! Continuo a ter essa sensação mas neste momento estou com medo que o comboio descarrile”, explica um futuro ex-lutador. Descobrir aos 40 anos que se renunciou a muitas coisas – demasiadas coisas? – é bastante normal, e por vezes salutar.Admitir que nem sequer se conseguiu segurança material? Essa é a sensação mais amarga de engolir.

Se eles ainda têm boa aparência, é evidente que a mecânica destes quarentões está um pouco estragada pelo contexto… Então e o que é que se faz? Resiste-se. E, sobretudo, faz-se um uso intensivo do nosso lendário sentido de humor. Porque, como salienta publicamente Françoise Millet-Bartoli, “o quadragenário em crise encontra por vezes no seu parceiro conjugal o antídoto para o seu mal-estar”. Uma forma elegante de dizer que se está na melhor posição se ele tiver vontade de descarregar! ¦

Pessoal muito bacana né? Eu gostei muito e vocês? Já se depararam com atitudes assim?

Aguardo o comentário de vocês.

 

Grande beijo e até o próximo post.

Si

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