Saúde

Por que falar de HPV?

23 de maio de 2018

Oi meus amores.

Vocês sabem que em várias das minhas postagens gosto de falar sobre saúde. Procuro especialistas para trazer informações precisas e de confiança para vocês. Hoje escolhi um tema muito importante. Vamos falar sobre o HPV.

O HPV, mais conhecido como verrugas genitais, é mais comum que as pessoas imaginam. Conversei com a especialista em Ginecologia Estética e funcional, Dra. Ellen Carvalho, que me explicou que 50 a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos terão contato com esse vírus em algum momento de suas vidas. Um número muito grande para deixarmos esse assunto para depois, não é mesmo?

Sem falar que a infecção pode evoluir para uma doença grave que é o câncer do colo do útero. A primeira maneira de enfrentarmos esse problema é através da divulgação do conhecimento e de informação segura e de qualidade. A doutora explicou que o principal meio de transmissão é através de contato íntimo (relação sexual desprotegida) com pessoas infectadas, entretanto, existe a possibilidade de contaminação através de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários e banheiras.

Segundo a especialista, o organismo pode reagir de três maneiras diferentes após o contato com o vírus. Na primeira, a imunidade da pessoa consegue expulsar o vírus. Isso acontece em 90% dos casos sem que ocorra nenhuma manifestação clínica.

Há também aqueles casos em que o organismo não consegue expulsar o vírus, mas faz com que ele fique “adormecido”, sem causar verrugas ou induzir o desenvolvimento de câncer. Nessa fase não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Por último, em um menor número de casos, o vírus pode se multiplicar e provocar o aparecimento das verrugas genitais, que quando presentes são altamente contagiosas. A verruga genital pode se desenvolver na vulva, vagina, colo do útero, pênis e região próxima ao ânus. Se não tratadas, podem crescer em tamanho e número, adquirindo aspecto semelhante ao da “couve-flor”.

A complicação mais grave do HPV para a mulher é o câncer do colo do útero. Para que ocorra essa doença, além do tipo do HPV, são necessários outros co-fatores como predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. “A infecção pelo HPV não se transforma em câncer de um dia para outro. Esse processo passa por etapas que podem durar anos. Todas essas etapas possuem tratamento e podem ser detectadas precocemente através do Papanicolau, Colposcopia, Vulvoscopia, Anuscopia e exames de biologia molecular realizados pelo Ginecologista”, disse a Dra. Ellen Carvalho.

Acredito que esse bate-papo foi importante para esclarecer tantas dúvidas sobre o tema. Confira abaixo três importantes passos no combate ao HPV e os principais avanços da medicina.

O que cada mulher pode fazer por si mesma no combate ao HPV?

1 – Visitar regularmente o ginecologista e fazer exames de rotina.

2 – Usar preservativo para reduzir o risco de adquirir infecções sexualmente transmissíveis, inclusive o HPV.

3 – Fortalecer o sistema imune estabelecendo um estilo de vida saudável: diminuindo o estresse, não fumando, mantendo alimentação equilibrada e horas de sono adequadas.

Avanços da medicina no combate ao HPV

* Indicação da vacina contra HPV para meninas a partir dos nove anos.

* Métodos de biologia molecular que detectam o material genético do vírus de alto ou baixo grau antes mesmo que ele se manifeste ou cause lesões visíveis auxiliando condutas e tomadas de decisões.

* Tecnologia de ponta como o Laser de CO2 Fracionado para tratamento ablativo das lesões HPV induzidas.

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